Mitologia – A Caixa de Pandora

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Mitologia – A Caixa de Pandora

Optchá Amigos!

Um pouco mais de mitologia – vamos falar sobre a Caixa de Pandora

Era da vontade de Zeus que os homens permanecessem sem o princípio da inteligência, porque de outra forma, receava que roubariam-lhe o poder. No entanto, Zeus não contava com a interferência de um sábio Titã que amava a Humanidade e sabia da ajuda que os homens precisavam para progredir e sair de seu estado primitivo.

Prometeu seguiu seu livre arbítrio e teve a idéia de por à prova o poder e a clarividência de Zeus. Sacrificou um enorme e belo touro e dividiu-o em duas partes, disse aos deuses do Olimpo que escolhessem uma delas, a outra caberia aos mortais. Antes, porém, em um dos montes colocou apenas os ossos, as entranhas e a gordura, cobrindo-o cuidadosamente com o sebo do animal, fazendo-o parecer maior que o outro monte de carne. E assim, Zeus escolheu o monte maior e, ao descobrir que fora enganado por Prometeu, vingou-se dele recusando aos homens o último dos dons para manterem-se vivos: o Fogo.

Finalmente, Prometeu intercedeu à raça humana em definitivo. Quando pegou escondido de Zeus, uma Centelha de Fogo, com a finalidade de “animar” a mesma, dando-lhes assim o princípio da inteligência. Zeus ao descobrir tal intento, colerizado e traído, resolveu punir severamente o sábio Titã.

Prometeu ficou por muitos estirado numa montanha com os braços abertos, sendo flagelado diariamente por uma águia que ia todos os dias comer-lhe o fígado e todas as manhãs este órgão, anteriormente devorado, voltava a crescer, de forma que a tortura recomeçava.

Mas ainda era pouco, Zeus não se contentou. A vingança agora voltaria contra os mortais, que deveriam sofrer severos castigos com os benefícios da inteligência que receberam, que culminaram numa grande enchente (Mito do Dilúvio), que quase destruiu os homens. Porém, antes que sua ira chegasse ao auge, ele incumbiu seu filho Hefesto, o deus-ferreiro e senhor de todos os metais, de esculpir uma mulher de barro. Atenas concedeu-lhe o sopro da vida e ensinou-lhe as artes femininas da costura e da cozinha; Hermes ensinou-lhe a malícia, o engano e os falsos encantos; Afrodite mostrou-lhe como tornar-se desejada por todos. Outros Deuses vestiram-na de um belíssimo vestido de prata e colocaram em sua cabeça uma linda coroa de flores, e assim a mulher foi levada à presença de Zeus. Este lhe deu o nome de Pandora (“a que possui todos os dons”), e escolheu também o seu noivo, o jovem Epimeteu (“aquele que pensa depois” ou “o que reflete tardiamente”), irmão de Prometeu.

Epimeteu já havia sido avisado por seu irmão, que jamais aceitasse um presente dos deuses, nem mesmo de Zeus, mas lembrando-se do terrível castigo imposto a Prometeu por sua ousadia, temeu por si e aceitou casar-se com Pandora. Zeus mandou junto com a jovem uma belíssima caixa dourada fechada.

Prometeu mesmo aprisionado na colina, conseguiu avisar a seu irmão que nunca tocasse no baú, “pois nunca se sabe o que dele poderia sair”. E este passou o alerta à esposa.

A princípio, Pandora foi muito feliz no casamento e o presente de Zeus ficou guardado e intacto. Mas um dia, esquecendo-se das palavras de precaução, Pandora, por curiosidade, resolveu abri-la. Neste momento ouviu-se soprar uma enorme ventania que a deixou assustada, em seguida de dentro da caixa saíram todos os males que estavam ali aprisionados, com os quais Zeus queria punir a Humanidade que, pelo uso do Fogo Sagrado, havia tornado-se independente. Em meio àquela ventania, ela correu para fechar a caixa, deixando presa dentro desta a ESPERANÇA.
No Tarô Mitológico, esta carta é representada pela Estrela nos dá a esperança de que, por piores que sejam as atribulações do momento, a pessoa pode esperar, pois há uma “luz no fim do túnel”.

Buena Dicha!

Dani

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2017-03-18T20:24:20+00:0021 fevereiro 2014|Categorias: Mitologia, Mitos e Lendas|Tags: , , |

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